O medo da dor é a principal dúvida de quem recebe o pedido de histeroscopia. A resposta honesta: a maioria das pacientes sente uma cólica leve a moderada, que passa rápido. A técnica usada faz muita diferença nessa experiência.
O que torna o exame mais confortável
- Vaginoscopia: a câmera entra sem espéculo e sem pinça no colo do útero. Estudos mostram que essa técnica reduz a dor em comparação à técnica tradicional.
- Óptica fina: instrumentos de pequeno calibre passam pelo colo com menos desconforto.
- Tempo curto: o exame diagnóstico costuma durar poucos minutos.
- Comunicação: explico cada etapa enquanto o exame acontece, e você pode pedir pausa.
- Medicação: quando indicado, oriento um analgésico antes do exame.
Para pacientes que preferem ou precisam, oferecemos também a histeroscopia no consultório com anestesia, em dias específicos, com avaliação prévia da equipe de anestesia.
Como é o passo a passo
- Conversa antes do exame, com revisão da indicação e das suas dúvidas
- Posição semelhante à do exame ginecológico
- Introdução da câmera fina pela vagina e pelo colo, com soro fisiológico
- Avaliação da cavidade uterina e do endométrio, com biópsia se necessário
- Explicação do que foi visto, ainda no consultório
Se você recebeu indicação de histeroscopia na investigação da fertilidade, podemos conversar sobre o seu caso.
Agendar avaliação do casalQuando fazer no ciclo
Para quem menstrua, o exame costuma ser feito na primeira fase do ciclo, depois do fim da menstruação e antes da ovulação. Quem usa contracepção hormonal ou está na pós-menopausa pode fazer em qualquer data sem sangramento ativo.
Depois do exame
Pode haver cólica leve e um pequeno sangramento por um ou dois dias. A maioria das pacientes retoma as atividades no mesmo dia. Sinais como febre, dor forte ou sangramento intenso devem ser comunicados.
Por que a histeroscopia importa na fertilidade
O ultrassom mostra muito, mas não tudo. Pólipos pequenos, aderências e sinais de inflamação do endométrio podem passar despercebidos. Entenda quando a histeroscopia entra na investigação.
Referências
- Cooper NAM, Smith P, Khan KS, Clark TJ. Vaginoscopic approach to outpatient hysteroscopy: a systematic review of the effect on pain. BJOG. 2010;117(5):532-539.
- Royal College of Obstetricians and Gynaecologists. Best Practice in Outpatient Hysteroscopy. Green-top Guideline No. 59. 2011.
As informações deste site são educativas e não substituem a avaliação médica individual.

