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Blog · Histeroscopia

Histeroscopia dói? Como é o exame e como se preparar

O que esperar do exame e o que faz diferença no conforto.

Dra. Cinara Costa sorrindo, de blazer vinho

O medo da dor é a principal dúvida de quem recebe o pedido de histeroscopia. A resposta honesta: a maioria das pacientes sente uma cólica leve a moderada, que passa rápido. A técnica usada faz muita diferença nessa experiência.

O que torna o exame mais confortável

  • Vaginoscopia: a câmera entra sem espéculo e sem pinça no colo do útero. Estudos mostram que essa técnica reduz a dor em comparação à técnica tradicional.
  • Óptica fina: instrumentos de pequeno calibre passam pelo colo com menos desconforto.
  • Tempo curto: o exame diagnóstico costuma durar poucos minutos.
  • Comunicação: explico cada etapa enquanto o exame acontece, e você pode pedir pausa.
  • Medicação: quando indicado, oriento um analgésico antes do exame.

Para pacientes que preferem ou precisam, oferecemos também a histeroscopia no consultório com anestesia, em dias específicos, com avaliação prévia da equipe de anestesia.

Como é o passo a passo

  1. Conversa antes do exame, com revisão da indicação e das suas dúvidas
  2. Posição semelhante à do exame ginecológico
  3. Introdução da câmera fina pela vagina e pelo colo, com soro fisiológico
  4. Avaliação da cavidade uterina e do endométrio, com biópsia se necessário
  5. Explicação do que foi visto, ainda no consultório

Se você recebeu indicação de histeroscopia na investigação da fertilidade, podemos conversar sobre o seu caso.

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Quando fazer no ciclo

Para quem menstrua, o exame costuma ser feito na primeira fase do ciclo, depois do fim da menstruação e antes da ovulação. Quem usa contracepção hormonal ou está na pós-menopausa pode fazer em qualquer data sem sangramento ativo.

Depois do exame

Pode haver cólica leve e um pequeno sangramento por um ou dois dias. A maioria das pacientes retoma as atividades no mesmo dia. Sinais como febre, dor forte ou sangramento intenso devem ser comunicados.

Por que a histeroscopia importa na fertilidade

O ultrassom mostra muito, mas não tudo. Pólipos pequenos, aderências e sinais de inflamação do endométrio podem passar despercebidos. Entenda quando a histeroscopia entra na investigação.

Referências

  1. Cooper NAM, Smith P, Khan KS, Clark TJ. Vaginoscopic approach to outpatient hysteroscopy: a systematic review of the effect on pain. BJOG. 2010;117(5):532-539.
  2. Royal College of Obstetricians and Gynaecologists. Best Practice in Outpatient Hysteroscopy. Green-top Guideline No. 59. 2011.

As informações deste site são educativas e não substituem a avaliação médica individual.

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